Precisamos Falar sobre Processo Criativo para Leigos

Somente quem já teve que criar alguma peça gráfica para um cliente sabe como o processo pode ser complexo. O fato de que os elementos estéticos devem ser concebidos e ordenados [b]na cabeça[/b] de um grupo de pessoas antes de serem materializados parece simples de entender, mas nem todos entendem que a criação tem um processo próprio.

Exploração estética

O discurso de que tudo deve ser inovador para ter chance de ter valor é muito forte atualmente, mas às vezes parece não haver um consenso sobre o que é ser inovador ou sobre a possibilidade de inovar visualmente um século depois de explorações visuais em nível industrial.

Para criar abordagens bem-sucedidas de novas ideias, escritórios e estúdios, como o Pharus ou o PAX.ARQ, vêm se organizando exclusivamente para servir de referência em pesquisa e exploração estética.

Em campos além do design, iniciativas semelhantes têm emergido.

Design thinking

Atualmente, popularizou-se no mundo corporativo a noção de que problemas de diversas áreas de trabalho podem beneficiar de uma metodologia criativa como a do design. O enquadramento de um problema, seguido de criação livre, teste de ideias e materialização delas é, em linhas muito gerais, o que propõe o idesign thinking/i.

Algumas pessoas contestam a eficiência universal da metodologia, mas a aplicação do pensamento criativo a processos de uma empresa e em outros campos promete aproximar, finalmente, setores independentes de uma empresa.

O SCAMPER como ferramenta

Uma ferramenta criativa bastante básica e útil sintetiza bem a proposta do idesign thinking/i e é uma mão na roda para designers: o SCAMPER.

A sigla SCAMPER condensa os seguintes atos num processo de criação: Substituir / Combinar / Adaptar / Modificar / Propor ( Novos Usos ) / Eliminar / Reorganizar. São passos para ordenar elementos de um projeto de design.

Embora seja largamente difundido, é sempre bom tê-lo em mente. É mais difícil colocar em prática do que apenas saber.