Como o design de rolagem infinita vicia pessoas em sites

Seja em sites de redes sociais ou portais de notícias, o recurso a rolagem infinita é comumente usado como um meio de manter o usuário acessando a plataforma por mais tempo. Mas isso é realmente positivo e interessante? Uma reportagem do portal BlastingNews abordou em detalhe como funciona o chamado “design do vício”.

Tudo começou nos dispositivos móveis…

Quando se trata da navegação em dispositivos móveis, todo o funcionamento e otimização das páginas precisa ser desenvolvido de outra forma. Se nos computadores e notebooks temos telas comumente de, no mínimo, 14 polegadas, em celulares o espaço se limita a 4 ou 5 polegadas, e para se ter um certo conforto e fluidez na leitura, é preciso que a página deslize suavemente.

Para ampliar a sensação de fluidez, nada melhor que se a página possuir uma rolagem automática, certo? Pensando nisso, mais e mais portais e aplicativos desenvolveram produtos com a rolagem infinita, para que você não precise clicar inúmeras vezes para avançar.

A rolagem infinita diminui a sensação de avanço

Como não é preciso clicar para avançar para a próxima página, a sensação que se tem durante a leitura é que estamos constantemente no início da página. E se esse recurso é útil para otimizar a navegação em dispositivos móveis, também pode causar um efeito colateral: é muito fácil perder a noção de quanta informação foi vista ou à quanto tempo se está navegando em um mesmo site ou aplicativo, já que não há a necessidade de um clique ou sinalização constante do número da página.

UX Design e o vício na navegação

O UX Design é um campo voltado exclusivamente para a experiência do cliente e que trata mecanismos como o de rolagem infinita como potencialmente viciantes a usuários, já que somente a vontade da pessoa pode brecar a atualização do site ou aplicativo. Caso contrário, não há um fim da página, o que gera sensação de insaciedade no usuário.